como fazer PGRS em pequena indústria

Se você procura como fazer PGRS na sua indústria sem gastar uma fortuna com consultoria, este guia é para você. O PGRS — Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos — é um documento legal exigido pela PNRS (Lei 12.305/10) para qualquer empresa que gere resíduos passíveis de impacto ambiental. Quando o fiscal da CETESB chega, portanto, ele quer ver duas coisas em primeiro lugar: a Licença de Operação válida e o PGRS atualizado, assinado por um responsável técnico (RT) habilitado.

À primeira vista, a teoria parece simples. No entanto, na prática, a maioria das indústrias de pequeno e médio porte trava no PGRS por três motivos principais:

  1. Não sabem o que precisa estar dentro do documento
  2. Acham que precisam contratar consultoria a R$ 25 mil a R$ 30 mil para elaborar
  3. Confundem PGRS com PGRSS (serviços de saúde), PGRCC (construção civil) ou PMGIRS (plano municipal/urbano) — que são documentos distintos

Este artigo mostra, na prática, como fazer PGRS quando você é dono ou gestor de uma indústria pequena ou média: você monta o seu plano em 4 semanas trabalhando 4 a 6 horas por semana. Ou seja, sem virar consultor e sem pagar R$ 30.000, mas com o documento defensável em fiscalização. Se preferir apoio técnico, a consultoria da Gene Ambiental também executa essa etapa para você.

Como fazer PGRS: o que a lei exige no documento

O PGRS é exigido pela PNRS (Lei 12.305/10, art. 20 e 21) para os geradores classificados nos seguintes grupos:

A regulamentação estadual em SP veio através do Decreto 8.468/76 + decisões CETESB. Em outros estados, FEAM-MG, INEA-RJ e IMA-SC têm suas particularidades — mas o esqueleto do PGRS é o mesmo.

O documento deve conter, no mínimo:

  1. Caracterização dos resíduos gerados (tipo, classe, quantidade média mensal)
  2. Procedimentos de segregação e armazenamento temporário
  3. Sistema de identificação (rotulagem, sinalização)
  4. Programa de capacitação dos colaboradores
  5. Procedimentos de transporte interno
  6. Destinação final prevista (com licenças do destinador anexadas)
  7. Cronograma de implementação
  8. Definição de responsabilidades (RT habilitado por ART)
  9. Procedimentos de emergência (vazamento, derramamento)
  10. Indicadores de monitoramento (kg gerados/mês, % reciclado, etc.)
  11. Cronograma de revisão (mínimo anual)

Como fazer PGRS — Semana 1: inventário de resíduos (4h)

Primeiro, comece com uma planilha em branco e, em seguida, crie as colunas:

#Resíduo geradoSetor que geraClassificação NBR 10004Quantidade média mensal
(preencha caminhando pela fábrica)

Em seguida, percorra a fábrica com a pessoa de produção e levante cada resíduo gerado. Em uma metalúrgica típica, por exemplo, você encontra:

Quanto à classificação NBR 10004, você consulta na própria norma (a ABNT comercializa o texto oficial; além disso, muitas bibliotecas técnicas e universidades dão acesso). Na dúvida, portanto, classifique de forma conservadora como Classe I — afinal, o fiscal não questiona uma classificação mais restritiva.

A quantidade média mensal sai de:

Resultado da semana 1: uma tabela com 10 a 25 linhas, totalmente preenchida.

Semana 2 — Mapeamento de armazenamento e destinação (4h de trabalho)

Agora, para cada resíduo da tabela da Semana 1, defina duas coisas:

Onde fica armazenado temporariamente

Para onde vai

Em seguida, anexe fisicamente as licenças do destinador:

Além disso, esse passo é onde a maioria trava — porque descobre que o destinador atual está sem CADRI ou com LO vencida. Portanto, resolva isso agora, antes de a fiscalização descobrir.

Resultado da semana 2: tabela ampliada com colunas de armazenamento, destinação e cópia das licenças do destinador.

Semana 3 — Procedimentos escritos, capacitação e RT (6h de trabalho)

Nesta etapa, portanto, você materializa todo o conhecimento em um documento.

Procedimentos a escrever (cada um cabe em 1 página)

  1. Procedimento de segregação na fonte: como o operador separa o resíduo no momento da geração
  2. Procedimento de transporte interno: como o resíduo vai do setor até a baia de armazenamento
  3. Procedimento de armazenamento: tempo máximo, sinalização, controle de estoque
  4. Procedimento de emergência: o que fazer se cair óleo no chão, se vazar tinta, se contaminar funcionário
  5. Procedimento de envio externo: emissão do MTR no SIGOR-SP, conferência da nota, fechamento do circuito

Capacitação obrigatória (NR-6 + boas práticas)

RT habilitado + ART

Por fim, o PGRS precisa ser assinado por Engenheiro Ambiental, Químico ou Sanitarista habilitado pelo CREA. Além disso, a ART do PGRS é específica e, portanto, deve ser registrada em até 30 dias após o início da prestação do serviço técnico.

Se você é o próprio RT, basta emitir a sua ART. Caso contrário, contrate um consultor apenas para revisar e assinar o PGRS que você montou. Custo de mercado: R$ 800 a R$ 3.000 pela revisão + ART. Muito mais barato do que contratar a elaboração completa.

Resultado da semana 3: documento PGRS estruturado em capítulos, com procedimentos anexos, plano de capacitação e ART pendente de emissão.

Semana 4 — Indicadores, cronograma de revisão e protocolização (4h de trabalho)

Indicadores que você vai monitorar mensalmente

Cronograma de revisão

Protocolização

Em alguns casos, além disso, o PGRS precisa ser protocolado em órgão ambiental (a CETESB em SP, por exemplo, exige protocolização em algumas categorias da LO). Portanto, verifique no parecer da sua LO se há condicionante específica.

Em outros estados:

Resultado da semana 4: PGRS finalizado, assinado, com ART emitida, protocolado quando exigido e salvo em PDF anexado à LO da empresa.

Os 5 erros de PGRS que ainda fazem a fiscalização autuar

  1. PGRS sem ART do RT. Documento sem assinatura técnica é documento inválido. Por isso, o fiscal autua na hora.
  2. PGRS desatualizado. Aprovado em 2020, a indústria mudou de processo em 2023 e ninguém revisou. Consequentemente, o fiscal compara o documento com a realidade do chão de fábrica.
  3. Destinador com CADRI vencido. Você fez tudo certo do lado do gerador, mas o destinador deixou a licença vencer. Ou seja, por responsabilidade solidária, você responde junto.
  4. MTR aberto há mais de 30 dias. Você emitiu, o transportador retirou, mas o destinador não fechou. Então, a CETESB cruza o SIGOR e abre processo.
  5. PGRS na gaveta. O documento existe, mas o supervisor de produção nem sabe. No fim, o fiscal entrevista colaboradores e descobre que ninguém implementou.

Como o Gene Control 360 facilita o seu PGRS

Depois de aprender como fazer PGRS manualmente, vale conhecer uma forma de manter tudo organizado ao longo do tempo. O Gene Control 360 tem o PGRS como um dos requisitos pré-cadastrados para indústrias. Assim, quando você contrata:

Resumo: como fazer PGRS em 4 semanas

EtapaTempo
1. Inventário de resíduos4h (semana 1)
2. Mapeamento armazenamento + destinação4h (semana 2)
3. Procedimentos + capacitação + RT6h (semana 3)
4. Indicadores + protocolização4h (semana 4)
Total~18h de trabalho em 4 semanas

Custo: R$ 800 a R$ 2.500 (revisão + ART do RT) contra R$ 5.000 a R$ 30.000 (consultoria completa).

Resultado: em resumo, um PGRS defensável em fiscalização da CETESB, INEA, FEAM, IAT, IMA e FEPAM.

Veja quanto o Gene Control 360 custa para a sua indústria. O PGRS é apenas um dos mais de 1.500 requisitos legais SSMA + ESG mapeados na plataforma.

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Sobre o autor

Luciano Costa Prado é Engenheiro Ambiental e de Segurança do Trabalho (CREA/SP 5070707436), fundador da Gene Ambiental. Atua há mais de uma década com PGRS, consultoria ambiental, recursos hídricos e licenciamento.

Gene Ambiental · contato@geneambiental.com.br · geneambiental.com.br

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